Longe da costa, mas no centro de tudo, Loulé afirma-se como a sede do maior e mais populoso concelho do Algarve.
O seu nome, com raízes árabes que remetem para um “lugar elevado”, denuncia uma herança islâmica ainda visível nas muralhas do seu castelo, que resistiram ao tempo e a sucessivas reconstruções.
As muralhas ou castelo de Loulé tiveram origem no período islâmico, mas foram posteriormente reconstruídas e sofreram intervenções ao longo do tempo.
Pelas ruas da cidade, a história revela-se em cada esquina.

Um dos pontos de paragem obrigatória é o Palácio Gama Lobo, atual sede do Loulé Criativo, que curiosamente demorou um século a ser concluído devido a embargos na obra.
Outro marco imponente é o monumento a Duarte Pacheco, uma coluna de 17 metros que homenageia o influente ministro das Obras Públicas natural da cidade.
A faceta cultural e industrial de Loulé completa-se com o Polo Museológico dos Frutos Secos e o Conservatório de Música, a primeira escola pública do género a sul de Lisboa.

O roteiro culmina no coração da vida louletana: a zona da Câmara Municipal — instalada num edifício do século XIX que outrora “rompeu” as muralhas — e o icónico Mercado Municipal.
Inaugurado em 1908 com um deslumbrante estilo neo-árabe, o mercado é hoje o ex-líbris da cidade.
Após uma grande renovação que finalmente ergueu os torreões previstos no projeto original de 1905, este espaço continua a ser o maior polo de atração turística, provando que Loulé tem encantos que dispensam bem a vista para o mar.
Embora haja muito mais para descobrir na cidade, este já foi um bom e instrutivo passeio.
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