O segredo das freiras de Lagos que vai reinar na Arte Doce

Esta quarta-feira, dia 22 de julho, arranca em Lagos mais uma edição da Feira Concurso Arte Doce.

Um dos doces que vão estar em especial destaque é o Dom Rodrigo, um dos mais famosos da doçaria conventual do Algarve, com uma história profundamente ligada à cidade lacobrigense.

A sua origem é curiosa. Diz a tradição popular que a sua criação é uma homenagem direta a D. Rodrigo de Menezes, que foi Governador e Capitão-General do Algarve entre 1765 e 1773.

O fidalgo era um grande benfeitor do Convento de Nossa Senhora do Carmo, situado em Lagos, e apreciava muito os mimos gastronómicos das freiras. Para o lisonjear, as freiras terão inventado uma receita especial, combinando fios de ovos, ovos moles e amêndoa e deram o seu nome ao doce.

Com a extinção das ordens religiosas em Portugal no século XIX, as receitas secretas dos conventos passaram para o domínio público.

No caso do Dom Rodrigo, a receita foi preservada por famílias nobres de Lagos que tinham ligações ao convento. Mais tarde, o doce começou a ser confecionado em pastelarias locais, tornando-se um símbolo cultural da região.

Originalmente, o doce era servido em taças de porcelana e comido à colher. Para facilitar o transporte e a venda individual, passou a ser envolvido em folhas de papel de prata (alumínio) coloridas, cortadas em forma de pirâmide e com pontas franjadas, uma apresentação icónica que se mantém até hoje.

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