Entre a serra e a ribeira de Odelouca, esta terra guarda tesouros como a sua chaminé classificada e a igreja quinhentista.
Estamos a falar de S. Marcos da Serra (concelho de Silves)
É um lugar de memórias fortes, desde o legado humanitário do Dr. Bernardino Ramos, que tratava os mais necessitados sem nada pedir em troca, até às fugas audazes do guerrilheiro Remexido, que encontrou nestes montes o esconderijo perfeito durante as guerras civis do século XIX.

A chegada do comboio, em 1889, prometia ligar esta pérola serrana ao resto do país, trazendo um progresso que hoje parece ecoar apenas nas paredes da estação onde o comboio já não pára.
Esse silêncio ferroviário é o reflexo de décadas de isolamento e quebra populacional, mas, paradoxalmente, foi esse mesmo isolamento que preservou a essência mais pura da aldeia.
Aqui, o tempo corre mais devagar e os costumes agrícolas ditam o ritmo dos dias, longe do bulício turístico do litoral.
No entanto, este refúgio está a ganhar uma nova vida.
Nos últimos anos, uma comunidade internacional crescente tem chegado para se estabelecer, atraída pela simplicidade e pela hospitalidade genuína dos habitantes locais.
Estes “novos vizinhos” integram-se na faina da terra e valorizam o que é autêntico, provando que São Marcos da Serra não é apenas uma terra de passagem ou fronteira, mas um destino onde a tradição e a multiculturalidade se encontram para escrever o futuro.
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