Até os romanos sabiam que esta montanha sagrada tem águas milagrosas

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A serra de Monchique, cujo nome deriva de um termo árabe que significa “Montanha Sagrada“, carrega uma mística milenar profundamente ligada à riqueza da sua terra e à pureza das suas águas.

O coração medicinal do concelho fica nas Caldas de Monchique.

Os efeitos curativos destas águas térmicas já eram amplamente conhecidos e venerados no tempo dos romanos, que ali construíram um edifício termal e consagraram o local às “águas sagradas” para tratar enfermidades respiratórias e musculares.

Séculos mais tarde, a fama destas nascentes terapêuticas continuou a atrair as mais altas figuras do reino, culminando na tentativa desesperada do rei D. João II de se curar nessas águas em 1495.

Historicamente ligada ao interior algarvio, Monchique fez parte do concelho de Silves durante séculos, dependendo dessa antiga capital até à sua desagregação e elevação a vila em 1773. Essa separação administrativa acabou por consolidar a sua identidade única.

Para além do património histórico, o concelho goza de uma enorme fama no que diz respeito aos seus produtos agrícolas e gastronómicos, fruto de solos férteis cultivados em socalcos e de uma forte tradição de subsistência.

A gastronomia típica e a doçaria são muito apreciadas, mas o verdadeiro embaixador da serra é, sem dúvida, o medronho.

Esta célebre aguardente destilada de forma artesanal a partir dos frutos colhidos nos bosques locais – frequentemente servida também sob a forma de “melosa” (misturada com mel) – tornou-se o símbolo máximo da riqueza natural e cultural de Monchique.

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