Partindo da Marina de Portimão, a aventura começa com o barco a rasgar as águas do Rio Arade em direção ao mar aberto.
O primeiro objetivo? Encontrar os habitantes mais carismáticos do oceano.
Quando as aves marinhas se agitam num ponto fixo, o sinal é claro: há peixe e, muito provavelmente, golfinhos.
Estes “torpedos” aquáticos, que podem viver até aos 50 anos e atingir os 50 km/h, fascinam qualquer um pela sua inteligência e curiosidade.

Mas o encanto não termina no mar. Ao rumarmos à costa, somos confrontados com a imponência das arribas de Lagoa.
O litoral é um labirinto de histórias e geologia: passamos pelo “Grand Canyon” algarvio e por grutas que outrora serviram de esconderijo a contrabandistas, onde a droga era içada através de algares — aberturas naturais no topo das rochas.
Pelo caminho, surgem vilas pitorescas como Carvoeiro, abraçado por falésias, e o místico Algar Seco.
É aqui que encontramos a famosa “Boneca”, uma gruta cujas aberturas para o mar parecem olhos esculpidos na pedra. Mais à frente, a Praia do Carvalho surpreende pelo seu acesso único através de um túnel escavado na rocha.

O ponto alto da viagem chega com a Gruta de Benagil. Ícone mundial do Algarve, esta catedral natural com o seu “olho” no topo exige paciência na fila de barcos, mas a recompensa visual é inesquecível.
O percurso termina na deslumbrante Praia da Marinha, onde as rochas ganham formas de animais, como o “Elefante” ou o “King Kong”. É o fecho perfeito para um passeio que prova que a beleza da costa algarvia é, de facto, inesgotável.
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