O Convento de São José, atual Centro Cultural de Lagoa, é o grande ex-líbris da cidade e um monumento que atravessou séculos de transformação.

Com origens que remontam ao século XVII, o edifício que conhecemos hoje nasceu em meados do século XVIII, quando um grupo de “donzelas devotas” deu lugar a uma irmandade carmelita.
O ano de 1738, gravado no lintel da porta da capela, marca uma das suas fases mais importantes.
Ao longo do tempo, o convento teve uma forte vocação social, acolhendo meninas órfãs — como ainda hoje testemunha a sobrevivente Roda dos Expostos.
Após sobreviver ao terramoto de 1755 e à extinção das ordens religiosas em 1834, o espaço foi adaptado a colégio pelas Irmãs Dominicanas e, mais tarde, serviu como escola primária e serviços públicos, até ser reabilitado em 1993 como o polo cultural que é hoje.
Mas o legado das religiosas não é apenas feito de pedra.
As freiras carmelitas e dominicanas foram geniais doceiras e deixaram ao mundo os Florados de Lagoa.

Este doce conventual, que conquista cada vez mais fãs, é uma combinação sublime de amêndoa, açúcar, doce de ovos, fios de ovos e canela.
Atualmente, realizam-se no seu interior várias iniciativas, algumas relacionadas com os doces e também exposições.
O seu auditório é utilizado para diversas apresentações, seminários e debates.
Visitar o Convento de São José é mergulhar numa história que se lê nas paredes e se saboreia na tradição.







