Situada numa zona nevrálgica de Lagos, encostada às antigas muralhas e com a frente voltada para a Praça do Infante, a Igreja de Santa Maria é um marco incontornável para quem percorre o centro histórico daquela cidade.

A sua história é feita de resiliência: construída originalmente em 1498 como Igreja da Misericórdia, o templo sobreviveu ao devastador sismo de 1755 – que destruiu a antiga igreja paroquial, levando Santa Maria a assumir esse papel – e a um grave incêndio em 1888.
Arquitetonicamente, o edifício que hoje admiramos é um exemplar do estilo neoclássico, fruto das importantes obras de recuperação ao longo dos séculos.
A sua fachada destaca-se pela simetria perfeita, com duas torres sineiras laterais que emolduram o portal central, uma janela de sacada e um nicho para imagem.
No interior, a nave única revela um ambiente de sobriedade e elegância, enriquecido por retábulos da segunda metade do século XVIII e três capelas colaterais.
É um testemunho vivo da evolução de Lagos, onde a arquitetura de defesa das muralhas se cruza com a imponência da fé.






