Um museu que foi o coração económico de Silves morreu há mais de 16 anos mas agora vai renascer

Um antigo e importante espaço industrial está a ser recuperado em Silves.

Trata-se da Fábrica do Inglês, no interior do qual existe o Museu da Cortiça, que vai reabrir portas ao público no próximo dia 11 de julho.

Em 2001, foi-lhe atribuído o título de Melhor Museu Industrial da Europa, o que ajudou a que, nesse ano, recebesse cerca de 100 mil visitantes.

Mas a história da fábrica de cortiça começou muito antes, a 2 de janeiro de 1894, com a sua criação. Rapidamente, e durante mais de um século, converteu-se no coração económico e social de Silves.

Modernizada em 1918, por Victor Sadler (o “Senhor inglês” que deu nome ao complexo), consolidou-se como uma das maiores unidades corticeiras do país, empregando gerações de silvenses.

Em 1999, o espaço foi reconvertido num empreendimento cultural e turístico. E, dois anos mais tarde, o museu receberia, então, a distinção máxima europeia.

Contudo, duraram pouco os tempos de glória, pois, em 2009, o espaço enfrentou a insolvência, que levou ao seu encerramento.

Recentemente, em 2025, foi adquirido pela Antrix, S.A., com o objetivo de fazer renascer a Fábrica do Inglês como destino cultural e turístico de referência.

A prioridade dos novos proprietários foi recuperar o museu e reabrir as suas portas ao público, o que vai acontecer já no próximo dia 11 de julho, devendo os interessados em visitá-lo efetuar as suas inscrições no site https://www.museudacorticasilves.pt/.


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