Muito antes de ser o berço dos Descobrimentos, Sagres era o Promontorium Sacrum, o fim do mundo conhecido.

Este cenário de falésias dramáticas e vento constante guarda segredos que recuam ao Neolítico, com os seus misteriosos menires espalhados pela paisagem.
Desde o século VIII a.C., Sagres foi o último refúgio dos marinheiros antes de enfrentarem o Atlântico. Era aqui que consultavam os deuses e cumpriam promessas. Mais tarde, no século VIII, o local tornou-se um grande centro de peregrinação ao acolher as relíquias de São Vicente, que ali permaneceram até serem levadas para Lisboa no século XII.
Em 1443, o Infante D. Henrique fundou ali a Vila do Infante. Foi entre estas rochas que o “Navegador” viveu os seus últimos dias e planeou a expansão marítima de Portugal, vindo a falecer no promontório em 1460.
Apesar da erosão e dos ataques de corsários como Francis Drake, a Fortaleza ainda preserva marcas fascinantes: a enigmática Rosa dos Ventos, descoberta em 1921; a Igreja de Nossa Senhora da Graça e a muralha do século XVIII e o imenso promontório, que por si só é um monumento natural à nossa memória coletiva.
Hoje, todo aquele místico território – e, em especial, o Cabo de S. Vicente e a Fortaleza de Sagres – continua a ser um das mais visitados de Portugal.







