A mesma vila algarvia deu abrigo ao maior guerrilheiro do país e ao mestre do ensino

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A identidade histórica de São Bartolomeu de Messines, vila do concelho de Silves, está profundamente ligada à sua vasta geografia e ao legado de duas figuras marcantes do século XIX.

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Uma delas foi o prestigiado poeta e pedagogo João de Deus. Autor da célebre Cartilha Maternal, um método revolucionário que alfabetizou gerações de portugueses, o escritor deixou uma marca cultural indelével no país, sendo a sua memória hoje celebrada e preservada na Casa-Museu João de Deus, situada na própria vila.

Foi nesta vila algarvia que também emergiu José Joaquim de Sousa Reis, o célebre “Remexido”, um capitão e guerrilheiro absolutista que transformou a região no palco principal das suas incursões e combates durante as violentas lutas entre Liberais e Miguelistas. A sua audácia militar gravou o nome de Messines nas crónicas da história política e militar de Portugal.

Com mais de 254 km², São Bartolomeu de Messines é a maior freguesia do Algarve, caracterizada pelo solo vermelho do “grés de Silves” e pelas bacias hidrográficas do Arade e do Funcho.

A ocupação humana da região remonta ao Paleolítico, com posterior presença romana e islâmica, tendo a freguesia sido integrada em Silves no reinado de D. Afonso III.

No património religioso, o grande destaque é a Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines, cuja construção (século XVI) está envolta numa lenda.

Diz-se que a sua localização foi decidida por uma corrida de cavaleiros entre a Amorosa e Messines, ganha por este último através de uma estratégia deliberada de avançar mais devagar.

A riqueza espiritual da vila completa-se ainda com as ermidas de Nossa Senhora da Saúde, Sant’Ana, São Pedro e São Paulo.

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