Este é um dos mais icónicos e relevantes edifícios de Portimão. Trata-se do Colégio dos Jesuítas.
Projetado para se destacar entre o casario baixo, este gigante barroco domina a Praça da República e permanece, até hoje, como um dos capítulos mais fascinantes da história portimonense.

A sua origem remonta a 1660, fruto da visão de D. Diogo Gonçalves, um nobre de Vila Nova de Portimão com fortes ligações ao Oriente.
Por vontade testamentária, o fidalgo fundou este colégio da Companhia de Jesus, onde hoje repousa: o seu túmulo de mármore encontra-se na capela-mor da igreja.
Curiosamente, o edifício parece ter “abraçado” estruturas ainda mais antigas, como prova um arco manuelino que ainda se pode observar num dos corpos laterais.
Inaugurado e sagrado apenas em 1707, a arquitetura do Colégio reflete a estética sóbria e austera típica da Ordem dos Jesuítas.
A fachada apresenta uma composição unitária imponente, onde sobressai o elevado pé-direito da igreja central, ladeada pelos corpos do antigo colégio que exibem remates oblíquos singulares.

É um exemplar magnífico do Barroco português, que soube evoluir das conceções maneiristas iniciais para uma presença monumental e austera.
A história do Colégio, que está classificado como Imóvel de Interesse Municipal, é marcada por grandes reviravoltas políticas e sociais.
Após a saída dos Jesuítas em 1757, por ordem do Marquês de Pombal, o espaço foi administrado pelos frades Camilos (1780-1834).
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o imóvel passou a acolher diversos serviços públicos.
A sua vertente mais relevantes continua a ser a religiosa, albergando, no seu interior, a Igreja do Colégio, onde se realizam as cerimónias fúnebres.
Também acolhe o Museu de Pintura Diogo Gonçalves e serve a comunidade sénior através do Lar de Dia do Centro de Apoio a Idosos.
Foi, também, até há poucos anos, sede da Junta de Freguesia de Portimão.







