Situado na baixa da cidade de Portimão, o Largo 1.º de Dezembro é um verdadeiro livro de história a céu aberto.
O grande destaque é o Jardim 1.º de Dezembro, construído na década de 30, que preserva a essência da época através do seu mobiliário urbano único.
Ao entrar pela escadaria de pedra, ladeada por elegantes candeeiros Arte Nova em forma de figuras femininas, o visitante é transportado para o passado de Portugal.
O jardim é famoso pelos seus dez bancos revestidos a azulejos da prestigiada Fábrica de Sacavém (1930).

Cada banco ilustra um episódio crucial da identidade portuguesa, desde a Fundação da Nacionalidade e a Descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, até à Implantação da República.
É um percurso visual que celebra as grandes vitórias e mudanças políticas do país.
Fronteiro ao jardim ergue-se o imponente Palácio Sárrea. Concluído no final do século XVIII, este edifício de traços neoclássicos e reminiscências barrocas pertenceu originalmente à influente família Sárrea.
Mas, ao longo do tempo, assumiu múltiplos papéis na cidade.
Foi a sede dos Paços do Concelho (Câmara Municipal) entre 1915 e 1956.

Abrigou serviços essenciais como os Correios, a Biblioteca Municipal, o Tribunal e até a GNR.
Hoje, após uma profunda renovação, renasceu como o Teatro Municipal de Portimão (TEMPO).
Este conjunto monumental, que mudou a sua designação oficial em 1956 quando os serviços camarários transitaram para o Palácio Bívar, permanece como um dos testemunhos mais vibrantes da evolução urbana e social de Portimão.









