No centro da Praça Gil Eanes, em Lagos, encontra-se uma das obras mais disruptivas da arte portuguesa: a estátua de D. Sebastião, criada por João Cutileiro.

Apresentada em 1973, a obra rompeu com os padrões da época ao trocar a imagem do guerreiro imponente por uma figura juvenil, de rosto quase infantil, evocando o “Rei Menino”.
A peça gerou uma enorme polémica na altura.
Muitos estranharam o seu estilo moderno e o peculiar “capacete integral”, levando o regime de então a ignorar a sua inauguração oficial.
Contudo, a escultura tornou-se um sucesso absoluto, simbolizando não só o monarca que elevou Lagos a cidade, mas também o Mito do Sebastianismo que ainda vive na cultura portuguesa.
Hoje, é um ponto de paragem obrigatório e um dos monumentos mais fotografados e emblemáticos de todo o Algarve.







