Passear nesta cidade é como viajar no tempo

Antiga capital do Algarve e outrora apelidada de “Bagdad do Ocidente”, a cidade de Silves é um testemunho vivo de opulência e história.

O nosso percurso começa nas margens do rio Arade, o grande responsável pelo antigo apogeu comercial da cidade.

Embora hoje o rio seja condicionado pelas marés, no passado foi uma via navegável vital, com estaleiros navais e um porto fluvial que impulsionavam a economia local até ao seu assoreamento no século XVI.

Junto à água, destaca-se a icónica ponte medieval – vulgarmente chamada de “romana” – que serve de porta de entrada para o centro histórico.

Ao caminharmos em direção ao coração da cidade, cruzamo-nos com a Praça Al-Mutamid, dedicada ao rei poeta árabe, lembrando os tempos em que a cidade (então chamada Chelb) era um centro de artes e ciências.

A subida pelas Portas da Cidade leva-nos por ruelas que outrora conduziam à Mesquita Maior e que hoje desembocam na imponente Sé de Silves.

Este monumento nacional, erguido em grés vermelho (o famoso arenito da região), é o expoente máximo do estilo gótico no Algarve.

Logo ao lado, a Igreja da Misericórdia exibe o seu requintado pórtico manuelino, contando histórias de diferentes eras numa única fachada.

No ponto mais alto da cidade, o Castelo de Silves ergue-se como uma sentinela de pedra.

Com origens romanas e grandeza conferida pelos muçulmanos, o castelo é guardado à entrada pela estátua de D. Sancho I, o monarca que conquistou a cidade pela primeira vez em 1189.

Passear por estas ruas é, verdadeiramente, viajar no tempo pela história do sul de Portugal.

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